
Grupo CRM abre as portas do novo complexo fabril para produzir 3,5 mil toneladas de chocolates por ano para Kopenhagen, Brasil Cacau e DanTop
Crescer sem perder a essência e buscar a contemporaneidade.
Foi pensando assim, em se renovar sem abrir mão da história, que o Grupo CRM, detentor das marcas Kopenhagen, Brasil Cacau e DanTop, idealizou seu novo complexofabril. E com o fim da transferência das atividades de São Paulo para a Extrema, cidade do sul do Estado de Minas Gerais a 100 quilômetros da capital paulista, chega o momento de ver o sonho realizado e inaugurar oficialmente a nova planta industrial de 31 mil m² de área construída, já com 100% de operações instaladas. A confiança na economia brasileira foi decisiva para os controladores do grupo investirem R$ 100 milhões – 50% com capital próprio e 50% financiado pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, BDMG – neste que é um dos mais modernos parques fabris para confecção de chocolates da América Latina.
Para compartilhar o conhecimento e o cuidado nas diversas produções artesanais e manter as mesmas características dos produtos industrializados nos novos maquinários, parte dos funcionários da empresa, alguns que trabalham na Kopenhagen há mais de 20 anos, e outros profissionais do setor chocolateiro foram convidados a acompanhar a mudança da empresa e compartilhar esta experiência com outros novos 850 colaboradores diretos (nas datas de maior produção, Páscoa e Natal, o grupo poderá contar adicionalmente com mais 300 trabalhadores temporários).
O bombom Cherry Brandy, por exemplo, permanece sendo feito um a um e leva os mesmos 15 dias para cada unidade ficar pronta para o consumo. E as conchadeiras de quase cem anos, máquinas responsáveis por conchar, ou seja, misturar o chocolate por 72 horas para liberar os aromas e realçar o sabor, foram totalmente restauradas e também transferidas. Tudo para não alterar em nada a concepção de cada item.
Paralelamente, R$ 15 milhões foram investidos em uma nova máquina customizada, criada a seis mãos entre os executivos industriais do Grupo CRM e fornecedores alemães e italianos, para confeccionar tabletes, bombons e trufas, principalmente da marca Brasil Cacau.
A nova máquina deverá produzir cerca de 800 quilos de chocolates por hora.
O complexo fabril será a base para consolidação dos ousados objetivos do Grupo CRM, o único conglomerado industrial com conhecimento específico para a fabricação de chocolates de qualidade, para todos os segmentos, canais de venda e perfil de consumidores.
O desafio é grande, porém, motivador para os acionistas do grupo que atua em um mercado tradicionalmente concorrido, onde de um lado enfrenta as grandes marcas multinacionais no varejo, e por outro a pluralidade dos pequenos comerciantes, tudo isso coroado com o glamour necessário para atuar no mercado de luxo.
Com a marca Kopenhagen, por exemplo, desde a aquisição pelo Grupo CRM em 1996, o faturamento foi sextuplicado. Já com a Brasil Cacau, o crescimento é exponencial, uma vez que marca foi lançada em janeiro de 2009 com dez unidades, atualmente conta com 84 em funcionamento e outras 36 em processo de abertura e terá até o fim do ano 180 lojas em operação.
Para dar fôlego e suporte às metas arrojadas do Grupo CRM, duas fases de expansões modulares, uma de oito mil m² e outra de 15 mil m², já foram contempladas no projeto e a primeira deverá ser iniciada já em 2011.
O parque fabril conta com uma área total de 217 mil m², às margens da Rodovia Fernão Dias, o que coloca o Grupo CRM em uma localização geográfica privilegiada do ponto de vista logístico, estrategicamente próximo dos maiores mercados consumidores do país, sem falar na possibilidade de desenvolver fornecedores locais. Por meio de um projeto de lei o terreno foi doado pela prefeitura de Extrema e, em contrapartida, o Grupo CRM fez investimentos sociais na cidade da ordem de R$ 1,6 milhão para construção de um asilo e uma creche e manutenção do centro educacional por dez anos.
Vale ressaltar que o complexo é vizinho a uma Área de Preservação Permanente, e os profissionais contratos pela construtora Serpal foram os responsáveis por harmonizar a imponência da fábrica com a paisagem nativa, criando um espaço de trabalho ao mesmo tempo eficiente e agradável de conviver. Foi feito ainda o plantio e replantio de mais cinco mil mudas e árvores e ainda o monitoramento periódico de ruídos e o PH da água dos riachos vizinhos. Houve ainda a instalação de uma Estação de Tratamento de Efluentes de última geração, para que todo resíduo gerado seja tratado e reutilizado para irrigação e lavagem do pátio.
No ano de 1996 o empresário Celso Ricardo de Moraes compra a marca Kopenhagen. Na ocasião a grife possuía 90 lojas, hoje são 269. O faturamento era R$ 38 milhões, hoje só com a marca Kopenhagen, deve
chegar a R$ 186 milhões. Até então, o empresário era proprietário do laboratório farmacêutico Virtus e produzia as marcas Adocyl, Atroveran, Apracur, Maracugina, entre outros.
Nesses 14 anos sob nova administração, foram investidos R$ 120 milhões, descontados os R$ 100 milhões para o novo complexo fabril.
Sob a administração da vice-presidente executiva, Renata Moraes Vichi, foi criado o Kopenhagen Gourmet Station, um legítimo bistrô que dá uma nova cara para produtos da grife em formato de pratos e bebidas.
Atualmente, são quatro restaurantes (Campinas, Rio de Janeiro e Brasília). Em breve novas unidades em Brasília e São Paulo, capital. Nesta operação, o tíquete médio é R$ 30.
Em 2007 o Grupo CRM comprou a marca DanTop, sexagenária fabricante de marshmallows cobertos de chocolate. A ideia era atuar no canal varejo e monitorar o hábito de consumo do chocolate em toda a cadeia.
No ano seguinte, iniciou-se o planejamento para lançar a Brasil Cacau e entrar no segmento de lojas especializadas em chocolates para classe média. A marca foi lançada em 2009 com 10 lojas. Finalizou aquele ano com 46, já são 84 implantadas, 120 vendidas e até 2012 serão 500. Há uma fila de três mil investidores interessados, pré-cadastrados, em abrir uma franquia da Brasil Cacau.
Hoje, o Grupo CRM emprega 1200 profissionais, entre fábrica e sede administrativa. A operação reúne sua expertise nos departamentos financeiro, jurídico, recursos humanos, tecnologia, controladoria, qualidade e materiais, porém separa as equipes comerciais e marketing de cada marca, pois sabe da necessidade única de cada público e segmento.
Kopenhagen:
Faturamento: R$ 186 milhões (previsão 2010)
Lojas franqueadas: 238
Lojas próprias: 31
Produção: 2 mil toneladas/ano
Brasil Cacau
DanTop
Faturamento: R$ 15 milhões (previsão Faturamento: R$ 3,5 milhões
2010)
Produção: 625 toneladas/ano
Lojas franqueadas: 80
Lojas próprias: 4
Produção: 875 toneladas/ano
DELÍCIAS QUE SEDUZEM HÁ DÉCADAS
Tradição e sofisticação marcam a história da Kopenhagen
Para quem acredita que a Kopenhagen, a mais famosa grife de chocolates finos do país, fabrica as deliciosas iguarias à base de cacau desde o início, engana-se. Primeiramente, trata-se de uma marca nascida no Brasil, e não na Dinamarca, como muitos acreditam. E foi em 1928, que o casal de imigrantes Anna e David Kopenhagen, iniciou na cozinha de sua casa a produção do marzipan, um doce europeu clássico, feito da mistura da amêndoa e açúcar, receita que trouxeram da Letônia, país onde nasceram. David saía todas as manhãs com os doces acomodados em uma maleta de couro. Seu destino eram as ruas São Bento e Direita, no centro da cidade de São Paulo e concentração dos bancos europeus. O marzipan não só atraia os
Atualmente são imigrantes que por lá circulavam, mas também caiu no gosto dos paulistanos, o que possibilitou ao casal abrir a primeira loja da Kopenhagen, em 1929.
Foi na ladeira Miguel Couto que o cardápio de guloseimas aumentou, aí sim, passando a conter balas e chocolates na sua linha. Inicialmente, os produtos não eram produzidos pelo casal, mas Foi em 1950 que a com a abertura da segunda loja, a produção voltou para as mãos do senhor e senhora
Kopenhagen passou a adotar a atual logomarca Kopenhagen.
Visionários, decoravam suas lojas de acordo com as festividades da época e, baseada na assinatura da Páscoa de 1930, começaram a produzir ovos de páscoa, feitos de geleia, chocolate.
A primeira fábrica Kopenhagen só foi inaugurada em 1943, na Rua Joaquim Floriano, no bairro equipadas com fornos australianos assavam as
do Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo. Com maior potencial de produção, permitiu-se ampliar delícias e usavam outro as opções de doces. Foi quando nasceram as tradicionais Balas de Leite e Balas de Mel, Língua de Gato,Cookie, Chumbinho e Lajotinha.
Na década de 1950, a Kopenhagen lança o bombom Cherry Brandy, feitos artesanalmente até hoje, e o bombom de chocolate recheado com marshmallow,a famosa Nhá Benta. Ambos campeões absolutos de vendas até os dias de hoje.
Atualmente, a Kopenhagen é reconhecida como a mais tradicional grife de chocolates finos, com 82 anos de atuação no mercado e percussora no segmento no Brasil. Atua em todo território nacional com lojas próprias e franqueadas. A produção é predominantemente artesanal e é vista pelo seu consumidor como uma ótima opção para presentear, concorrendo diretamente com outros produtos de valor agregado como joias, roupas, perfumes e eletrônicos. Seus pontos de venda são nobres e exclusivos, em razão do público exigente,que busca novidades e aprecia um chocolate sofisticado.
BRASIL CACAU TEM BRASILIDADE ATÉ NO RECHEIO
Mais nova rede de lojas especializada em chocolates exprime todo o sabor do Brasil em seus produtos.
Assim como houve o momento do café, do vinho, das cervejas e até das cachaças, os dirigentes do Grupo CRM acreditam que esse é o momento do chocolate. Desta forma, fiel à sua agressiva trajetória desde a compra da Kopenhagen em 1996, o Grupo CRM manteve, mesmo com o advento da crise econômica no final de 2008, o firme propósito de diversificar seus negócios e, ao analisar o franco crescimento do consumo de chocolate no
Brasil, vislumbrou a possibilidade de atuar em alguns nichos até então não explorados pela marca Kopenhagen. Foi então que em 2007 iniciou-se a concepção do projeto Brasil Cacau, deflagrado ao público em janeiro de 2009. Para não tornar a marca Kopenhagen elástica, ou seja, manter o posicionamento de grife de chocolates de luxo, foi criada uma nova marca,
esta sim, para atender um segmento mais popular de consumo.
A Brasil Cacau hoje desponta como uma das mais promissoras redes de lojas especializadas na venda de chocolate. Atualmente a franqueadora conta com mais de três mil interessados em abrir franquias. Lançada oficialmente no dia 22 de janeiro de 2009, foram necessários apenas seis meses para a Brasil Cacau tornar-se conhecida nacionalmente.
As primeiras franquias da rede Brasil Cacau foram oferecidas aos franqueados da Kopenhagen que, por já confiar na experiência da empresa na administração de franquias e na fabricação de chocolates de qualidade, assinaram protocolos de interesse em expandir seus negócios dentro do grupo. Atualmente 17 já possuem negócios com as duas marcas. A visão destes franqueados está alinhada com o Grupo CRM que criou uma marca e uma família de produtos que atende a classe que mais cresce no país, e ainda cria a possibilidade de estimular o hábito de consumir um chocolate de qualidade superior em lojas especializadas e até mesmo a ascensão ao produto Kopenhagen.
Os produtos Brasil Cacau representam a cultura nacional nas cores das lojas, embalagens e peças publicitárias. São 120 itens com o conceito da “brasilidade” nos tabletes, bombons, trufas e drageados com sabores típicos do Brasil, como café, banana, beijinho, brigadeiro, limão, canela, pimenta, entre outros. A brasilidade da marca também é manifestada nas embalagens e nos sabores dos produtos que retratam o artesanato, texturas do Brasil e
doces que o brasileiro gosta. As lojas, no formato de autosserviço, ficam em pontos de grande circulação de pessoas e, além da bombonière, contam com café e fonte de chocolate para que o consumidor possa se deliciar com frutas e bebidas quentes preparadas com chocolate Brasil Cacau.
A rede atende um público consumidor composto por homens e mulheres, entre 15 e 49 anos, e o investimento inicial de um fraqueado Brasil Cacau é a partir de R$ 100 mil com tempo estimado para o retorno do capital que varia de 18 a 24 meses.
DANTOP, SINÔNIMO DE MARSHMALLOW COBERTO POR CHOCOLATE
Quem foi criança sabe o que é
Os paulistas conhecem muito bem. E, em breve, cariocas, gaúchos, baianos e todos osbrasileiros também irão conhecer este tradicional produto que ganhou fama na terra da garoa, principalmente se consumido gelado. A história deste doce sexagenário começou em 1948 na antiga fábrica Irmãos Boilensen. Em 1954 a também tradicional fabricante de doces Fiorentina adquiriu a marca DanTop e os maquinários da Irmãos Boilensen dando origem a Chocolates DanTop Fiorentina. Desde então a marca permaneceu sendo comercializada em pequenos varejos e atacadistas de doces, sempre em São Paulo.
Foi em 2007 que o Grupo CRM adquiriu a marca na intenção e visão estratégica de passar a atuar também no varejo, canal que garante visibilidade dos produtos por todos os públicos.
Desde a aquisição, o Grupo CRM já investiu R$ 10 milhões nesta marca e foi a partir daí que o produto ganhou uma formulação mais nobre – premissa do Grupo CRM -, que acentua o sabor do chocolate e derrete na boca, além de novas embalagens, versões e uma extensão de linha que contempla tabletes e biscoitos formada por 11 itens. A equipe comercial dos
novos controladores tem trabalhado para dar visibilidade ao produto nacionalmente por meio de distribuidores que entregam o produto em restaurantes, bares, padarias, redes de super e hipermercados, mercearias, comércios de bairro, cinemas e teatros, uma vez que a linha de produtos permite o consumo individual ou familiar.
Além de delicioso, o DanTop não possui gordura trans e suas diversas apresentações possibilitam o consumo em qualquer ocasião. O marshmallow é a essência e a razão da marca e se desdobra na versão regular de 20 gramas nos sabores tradicional, morango, coco
e maracujá; DanTop Tabletes, 30 gramas, tablete de chocolate ao leite recheado com marshmallow, produto este que não tem concorrente ou qualquer similar no varejo; e, ideal para consumo no lanchinho da escola e nas festinhas infantis, o DanTopinho de 10 gramas nos sabores tradicional e morango e ainda acondicionados em uma embalagem diferenciada
ilustrada pelo mascote DanDan, um simpático bonequinho de marshmallow.
A experimentação e degustação no ponto de venda tem sido um diferencial na promoção de vendas. Aqueles que já conhecem o produto relembram doces momentos de infância e ficam felizes por reencontrar a guloseima. Para quem ainda não conhece, prova e imediatamente coloca no carrinho. O custo-benefício é excelente e o sabor agrada toda a família. Se no passado o produto já era referência no segmento, agora com embalagens mais atrativas e nova formulação, certamente conquistará novos fãs.
Desta forma, a expectativa dos investidores é que ele se destaque nas gôndolas e concorra diretamente com as tradicionais caixas de bombons no varejo.










